Estava sentada,
acomodada na minha estória
e o meu papel dado a representar,
quando de súbito alguma coisa,
alguma coisa que não sei explicar
me invadiu a alma, me penetrou
o espírito e me calou a razão.
Parei.
Conscientizei o normal:
O sol, o céu
todo o universo das estrelas
cometas e planetas,
o Mar.
Chorei a minha fragilidade
e achei graça da minha ignorância
da minha eterna insignificância
e pobreza
perante tudo o que está além
das quatro portas da Terra.
Sinto, mas não consigo explicar
essa energia que me agita
a alma e me rompe as estruturas.
Ah! A minha pobre existência
submissa e banal!
A minha loucura real
cercada de normas
e de leis!!
Verônika Maia e Souza
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