Por ironia do destino,
por apatia minha, talvez,
deixei que me fechassem as portas,
deixei que me trancassem a voz.
Calei e fiquei calada,
fiquei muda, parada.
Sozinha – chorei.
Minhas lágrimas cessaram
de cair.
Meus olhos cansaram
de chorar.
Sem motivo – sorri.
Sorri um riso sem cor,
um riso desbotado, riso de dor...
sem razão – vivi.
Por ironia do destino,
por apatia minha, talvez,
deixei que me matassem.
Em vão parti.
Verônika Maia e Souza
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