quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Inconsciência - dez/1974

Massa que passa,
gente que anda
de olhos vendados.
Trapezistas da vida,
parasitas calados,
mitos esquecidos.

Não param,
não pensam,
continuam andando,
pisando na terra,
esmagando um ser.
Sem medo de terem,
na consciência uma pedra.
Sem medo de serem
mais tarde um pó.
Talvez uma pedra
inerte no mundo,
vazia e só.

Agora, silêncio.
Sem vozes, sem tiros,
sem música nem canto.
A noite escurece,
a gente apodrece
pra sempre num pranto...


Verônika Maia e Souza

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