Caminhando contra o mundo,
na vazia contra-mão,
caí num buraco fundo,
sozinha com a solidão.
Lá de baixo via gente,
_ se assim se pode chamar,
gente que gente não sente,
que nos obriga a calar.
Mas aos poucos fui subindo,
sozinha, pra muito além;
outra estrada fui seguindo,
sem ajuda de ninguém.
Recomecei a viver,
aos poucos, devagarinho.
E custei para entender
que ninguém vive sozinho.
Realmente viver só
é difícil, está provado
a gente acaba num nó
e num buraco afundado.
Mas uma coisa eu digo.
Nada se faz sem ter fé.
Do rico ao pobre mendigo,
Sem Cristo nada se é.
Verônika Maia e Souza
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